A Doutrina do Pecado Original e da Depravação Total

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A Doutrina do Pecado Original e da Depravação Total

Por Samuel Falcão

Cremos que a Bíblia ensina que, pecando Adão, todo o gê­nero humano pecou nele. Ele era o cabeça natural e federal de toda a raça humana. Trazia em si o germe de toda a humanida­de. Hereditariedade e atavismo confirmam plenamente o ensino das Escrituras a este respeito. É esta a principal razão de crer eu na teoria do Traducionismo, porque é a única que explica como nos identificamos realmente com todos os nossos ances­trais, inclusive naturalmente nossos primeiros pais. Somos for­mados da substância dos corpos e das almas de nossos pais, e visto como eles são pecadores, fomos concebidos em pecado. É isto exatamente o que Davi disse quando confessou a Deus seu grande pecado: “Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51:5).

Uma prova de todos os membros da raça humana terem sido concebidos em pecado é o fato universal de todos serem pecadores. E isto não é conseqüência de mera ignorância ou de ambiente, porque muitas vezes acontece que os indivíduos mais ilustrados são os maiores pecadores. O homem não peca por ignorância somente. Peca contra sua própria consciência. Faz o que esta lhe diz não dever fazer, e deixa de fazer o que ela lhe diz que deve fazer. Como ensinou Paulo, até os gentios, que não possuíam as luzes que os judeus tinham, não pecavam ape­nas por ignorância, senão por causa de sua natureza pecami­nosa. Pecavam contra sua própria consciência. Não tendo a lei, eles eram lei para si mesmos. “Estes mostram que o que a lei requer está escrito nos seus corações, testemunhando-lhes tam­bém a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusan­do-se ou defendendo-se” (Rom.2:15). Paulo expressou a expe­riência de toda a humanidade quando disse:

“Porque nem mesmo compreendo o meu próprio mo­do de agir, pois não faço o que prefiro, e, sim, o que detesto… Porque eu sei que em mim, isto é, na mi­nha carne, não habita bem nenhum: pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rom.7:14-19).

Se tal era a experiência de um cristão regenerado, como Paulo, qual pode ser a do resto da humanidade? Paulo tinha ainda a velha natureza do pecado, mas odiava o pecado por causa de sua nova natureza. Os irregenerados amam o pecado, apesar de pecarem contra sua própria consciência. E assim, se é verdade que todos os homens são pecadores, a única conclu­são lógica é que todos nasceram em pecado. Uma conseqüên­cia universal deve ter uma causa universal.

A única exceção a esta regra foi o caso miraculoso do Fi­lho do Homem, Jesus Cristo, o Segundo Adão, Cabeça federal da nova raça. Ele foi a única exceção porque nasceu de uma virgem pelo poder do Espírito Santo de Deus. Embora membro da raça humana, através da Virgem Maria, Ele não participou do pecado original, visto que não era semente do homem, e sim semente da mulher. Não herdou o pecado original porque não recebeu sua natureza humana do homem, cabeça da raça, mas recebeu-a de uma mulher, miraculosamente. Sua natureza humana foi criada da substância de Maria, pelo Espírito Santo, e nada que vem diretamente das mãos de Deus pode ter man­cha de pecado (veja-se Mt 1:20-23; Lc.1:27-38). Jesus é o único homem de quem se pode dizer que “não conheceu o pecado” (2Co.5:21), era “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores” (Hb.7:26), “sem defeito e sem mancha” (1Pe.1:19). Ele é o único de quem se pode declarar que “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem peca­do” (Hb 4:15), porquanto “não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca” (1Pe 2:22). “Sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado” (1Jo 3:5). Mas, que dizer do resto da humanidade? Todos nós sabemos como responder a esta pergunta, e o fato de que todos os homens são pecadores é tão evidente que dispensa provas.

Em Rm 5:12-21 Paulo ensina, mui claramente, que Deus criou o homem sob o princípio de representação. Todos caímos no primeiro Adão. “Por um só homem entrou o pecado no mun­do, e pelo pecado a morte; assim também a morte passou a to­dos os homens, porque todos pecaram” (v.12); “pela ofensa de um só morreram muitos” (v.15); “o julgamento derivou de uma só ofensa para a condenação” (v.16); “pela ofensa de um só rei­nou a morte” (v.17); “por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação” (v.18); “pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores” (v.19).

Deus age igualmente sobre a mesma base de representa­ção quanto à nossa salvação, como Paulo ensina no mesmo capí­tulo. Se foi justo que caíssemos pela desobediência do primeiro Adão, é igualmente justo que nos levantemos pela obediência do segundo Adão, Jesus Cristo. Em Adão tornamo-nos pecadores; em Cristo somos justificados e santificados e, por conseguinte ficamos libertos do pecado.

“Se pela ofensa de um só morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de ura só homem, Jesus Cristo, foi abundante sobre muitos… o julgamento derivou de uma só ofensa, para a condenação, mas a graça transcorre de muitas ofensas, para a justificação. Se pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação que da vida. Porque, como pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de um só muitos se tornarão justos” (Rom. 5:15-19).

Não admitir que herdamos de Adão o pecado é não crer que herdamos de Cristo a justiça. Não reconhecer que fomos condenados em Adão é não admitir que podemos ser salvos em Cristo. Porque, se não somos condenados pela desobediência de Adão, como podemos ser perdoados e justificados pela obe­diência de Cristo, de quem Adão foi figura? (Veja-se Rom. 5:14).

De fato, há um estreito paralelo entre o modo pelo qual a culpa de Adão nos é imputada e o modo pelo qual a justiça de Cristo nos é igualmente imputada, de sorte que um serve de ilustração ao outro. Fomos amaldiçoados através de Adão e fomos redimidos por meio de Cristo. É natural que pessoalmente não fomos culpados do pecado de Adão, assim como pessoalmente não temos mérito oriundo da justiça de Cristo. É de todo absurdo sustentar que a salvação vem por Cristo, se ao mesmo tempo não se admite que a condenação veio por meio de Adão, porque o Cristianismo se baseia neste princípio de representação. Se a maldição da raça não tivesse vindo através de Adão, sua reden­ção não viria por meio de Cristo.

Em conseqüência de ter nascido em pecado, por causa de nossa identificação com Adão, todo o gênero humano depravou-se completamente, moral e espiritualmente falando. Isto é ensi­nado tão claramente na Bíblia e tão patentemente se verifica em nossa experiência que até muitos arminianos o reconhecem. Por exemplo, o Rev. Richard Watson, notável teólogo meto­dista, fez a seguinte declaração em sua obra sobre teologia:

“Por natureza o homem é totalmente corrompido e degenerado; por si mesmo é incapaz de qualquer bem… todos nascem num estado de morte espiri­tual”.

João Wesley, o grande fundador do Metodismo, sendo arminiano em teologia, empregou a seguinte linguagem num dos seus sermões:

“Reconhece-te pecador e de que maneira o és. Reco­nhece a corrupção de tua íntima natureza, pela qual estás muito distanciado da justiça original, e pela qual “a carne cobiça” sempre “contra o espírito”, median­te essa “mente carnal” que “é inimiga de Deus”, que “não é sujeita à lei de Deus, nem de fato o pode ser”. Sabe tu que és corrompido em toda a tua capacidade, em cada faculdade de tua alma. Sabe que és total­mente corrompido em tudo isso, inteiramente perver­tido. Os olhos do teu entendimento estão obscurecidos, de sorte a não poderem discernir Deus, ou o que lhe diz respeito. As nuvens da ignorância e do erro permanecem sobre ti, envolvem-te com a sombra da morte. Ainda não sabes nada como devias saber, nem a respeito de Deus, nem do mundo, nem de ti mesmo. Tua vontade não é mais a vontade de Deus, mas está inteiramente pervertida e falseada, avessa a todo o bem, a tudo quanto Deus ama, e inclina-se para todo o mal, para toda abominação que Deus odeia. Teus afetos estão alienados de Deus e se distribuem por toda a terra. Todas as tuas paixões, sejam desejos, ou aversões, alegrias ou dores, esperanças ou temo­res, estão desajustadas, não se mantêm nas devidas proporções ou têm por alvo objetos impróprios. As­sim sendo, não há sanidade em tua alma, mas “desde a planta do pé à cabeça (na expressão forte do pro­feta) não há coisa sã, senão feridas, contusões e cha­gas inflamadas”. Tal é a corrupção inata do teu coração, de tua íntima natureza… E que frutos podem brotar de tais ramos? Só frutos amargos e ruins continuadamente”.

A doutrina da total depravação ou incapacidade do homem não podia ser expressa em linguagem mais forte do que a empregada acima, pelo notável arminiano João Wesley.

Devemos notar, entretanto, que esta doutrina da total per­versão não significa que o homem “perdeu qualquer de suas faculdades constitutivas que fazem dele um agente moral res­ponsável”. Ele ainda possui a faculdade da razão, da consciên­cia e da vontade. Tem capacidade de conhecer a verdade; reconhece e sente as distinções e obrigações morais; seus afetos, inclinações e hábitos são espontâneos; em todas as suas volições escolhe e recusa livremente, como lhe apraz. Conseqüentemente é responsável. Esta doutrina também não significa que o “homem não tem capacidade de sentir e de fazer muitas coisas que são boas, benéficas e justas, nas suas relações com o próximo”. Total depravação, ou incapacidade, quer dizer que o homem, por si mesmo, não pode amar a Deus, compreender e apreciar as coisas espirituais, isto é, “as coisas de Deus”, “as coisas do Espírito”, “coisas atinentes à Salvação”, como a Con­fissão as denomina.

O homem natural pode ser iluminado intelectual­mente, mas é cego espiritualmente. Pode ter afetos naturais, mas seu coração está morto para Deus, e é invencivelmente avesso à Sua pessoa e à Sua lei. Pode obedecer à letra, mas não pode obedecer no espírito em verdade.

Vejamos como a Bíblia descreve essa condição do homem, e como esta descrição exige a doutrina da Predestinação.

Mesmo no princípio da história do homem, Deus teve de destruir quase toda a raça humana porque “viu que a maldade do homem se havia multiplicado na terra, e que era continua­mente mau todo desígnio do seu coração” (Gen.6:5; veja-se 8:21).

Não só foi isso verdade no princípio, mas igualmente mais tarde Deus disse pelo Salmista:

“Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, pa­ra ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se corrom­peram: não há quem faça o bem, não há nem um se­quer” (Sl.14:2,3).

O profeta Isaías declarou: “Todos nós somos como o imun­do, e todas as nossas justiças como trapos da imundícia” (Is.64:6). Se o melhor de nosso ser e de nossos atos, a saber, nossa justiça, é como trapos da imundícia, que dizer de nossos pecados?

A Bíblia diz que não conhecemos nossos próprios corações. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jer.17:9). Foi esta a experiência de Moisés, quando pôs a mão no seio; tirando-a depois “eis que a mão estava leprosa, branca como a neve” (Ex. 4:6). Ele não sabia que possuía lepra em seu seio. Deus provou Ezequias, para mostrar-lhe tudo o que lhe estava no co­ração (2Cron.32:31). Do coração, que pensamos ser tão bom, é que procedem todos os males (Mar. 7:18-23).

Todo estudante da Bíblia conhece como Paulo descreveu o homem, em sua epístola aos Romanos, cap. 3, vs. 10-18. Aí retrata ele tristemente todo o gênero humano, tanto judeus como gentios, como completamente contaminado, desesperado e desamparado, humanamente falando.

“Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aber­to; com a língua urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios; a boca eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramar sangue; nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos”.

Paulo diz ainda que “o homem natural”, isto é, o irregenerado “não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espi­ritualmente” (1Cor.2:14). Disse também que “o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar” (Rom. 8:7).

A Bíblia descreve o homem também como estando debaixo do poder de Satanás e do pecado como escravo; como cego, vivendo em trevas e amando as trevas; como separado de Deus, sem Cristo e sem esperança no mundo (2Cor.4:4; Ef.4:18; Col.1:21; At.26:18; Jo.3:19). Cristo comparou o homem a uma árvore má, que não pode produzir frutos bons (Mat. 7:17). Em suma, o homem é apresentado como morto, “morto em de­litos e pecados” (Ef. 2:1; veja-se Jo.5:25; Mt.8:22; Ef.5:14; Cl.2:13). Por isso é que a salvação é um passar da morte para (Jo.5:24; 1Jo.3:14). É uma espécie de ressurreição (Jo.5:21).

De acordo com essa descrição da condição espiritual do homem, podemos ver que lhe é impossível fazer qualquer coisa para sua salvação. Os pensamentos de seu coração são maus de contínuo. Até suas justiças são trapos imundos, à vista de Deus. Seu coração é enganoso e desesperadamente perverso, cheio de lepra espiritual — fonte de todos os pensamentos e ações más. Sua condição é de completa contaminação e impiedade, de desespero e desamparo. Ê cego, e somente Deus pode abrir-lhe os olhos. É escravo, e somente Deus pode libertá-lo. É árvore má e, assim, não pode produzir fruto bom nenhum, a não ser que Deus faça dele uma nova árvore pelo poder de Seu Espírito, cujo fruto é “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. (Gl.5:22,23). Não pode compreender a Deus e as realidades espiri­tuais, a menos que Deus lhe abra a mente e o faça compreendê-las pela iluminação de seu Espírito 1Cor.2:7-10).

A mente carnal do homem é inimiga de Deus, não está sujeita à lei de Deus, nem pode estar, até o momento em que Deus o vence, faz dele seu amigo e leva-o a amar sua lei. Em suma, o homem está “morto” em delitos e pecados. E se assim é, como pode fazer qualquer coisa que agrade a Deus, como pode sequer buscá-lo? Espiritualmente falando, o pecador é um cadáver. Não existe no reino espiritual. Sua salvação é um ato criador de Deus, uma como ressurreição. Quando é salvo, torna-se Uma nova criação (2Cor.5:17). E um ato criador de Deus na esfera do espírito é tão onipotente e soberano como seria um ato criador seu no reino físico ou natural. O homem não pode dar um pas­so sequer na direção de Deus; não pode de modo nenhum desejá-lo e às realidades espirituais, até que Deus lhe comuni­que nova vida, até que o crie de novo.

“Pode um cadáver, no túmulo, erguer-se daí pela mú­sica mais suave que já se tenha inventado, ou pelo mais retumbante trovão que pareça abalar os pólos da terra? Tal acontece com o pecador, morto em delitos e pecados: não se move pelo trovão da lei, ou pela me­lodia do Evangelho. “Pode acaso o etíope mudar a sua pele ou o leopardo as suas manchas? Então poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal. (Jer.13:23)”

Esta é a razão por que somente aqueles que Deus escolheu dentre a humanidade perdida, e a quem ele concede nova vida, somente esses podem ouvir sua voz e viver. Se não fosse a Eleição, ninguém seria salvo.

Extraído do livro: “Escolhidos em Cristo” –Samuel Falcão, Ed. Cultura Cristã.

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Advogado desde 2004, professor, escritor e ensaísta. Graduado pela Universidade Luterana do Brasil – ULBRA (2004). Membro da OAB/RS, inscrito sob o n.º 58.257 (2004), membro da OAB/SC inscrito sob o n.º 38.669-A e membro da OAB/PR inscrito sob o n.º 71.141, especialista em Direito do Estado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (2005). Pós-graduado em Estado Constitucional e Liberdade Religiosa pela Universidade Mackenzie, em parceria com a Universidade de Oxford (Regent’s Park College) e pela Universidade de Coimbra (Ius Gentium Conimbrigae/Centro de Direitos Humanos) (2017). Pós-graduado em Teologia e Bíblia pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Professor visitante da ULBRA e em diversos cursos de Direito Religioso. Presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião – IBDR. Colunista da Gazeta do Povo – coluna “Crônicas de um Estado Laico”. Colunista dos blogs “Voltemos ao Evangelho” e “Gospel Prime”. Articulista na Revista de Teologia Brasileira / Vida Nova, Burke Instituto Conservador, Mensageiro Luterano e Instituto Liberal. Vice-presidente do Instituto Cultural e Artístico Filadélfia – ICAF e atualmente é Conselheiro Fiscal da Igreja Batista Filadélfia de Canoas/RS. Co-autor da obra: Direito Religioso: questões práticas e teóricas e de outras obras em coletâneas.
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Graduado em Direito (UCAM) e Teologia (SBPV), mestre em Teologia Histórica (Andrew Jumper/Mackenzie) e Exposição Bíblica (DTS), concluindo doutorado em Estudos Bíblicos pela Universidade Livre de Amsterdam. Serviu como missionário na Hungria e na Coréia do Sul durante oito anos. Atualmente vive em Atibaia, SP, onde trabalha desde 2020 como professor e coordenador dos programas de mestrado e pós-graduação do Seminário Bíblico Palavra da Vida.

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